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Exposições

"wave-particle hyperlightness" de Margarida Sardinha

A exposição é composta por seis obras cinéticas em caixas de luz e um filme digital, onde também o cinetismo de movimento ilusório é concebido como a dualidade onda-crepúsculo ou matéria-energia.

8 Jun a29 Jun

Livraria Sá da Costa
Praça Luís de Camões, 22, 4º andar


A analogia cinética de ilusão de movimento entre objeto e observador em cada obra da artista é, nesta exposição, associada ao paradoxo central de mecânica quântica, que concebe todas as partículas atómicas e sub-atómicas com propriedades de ondas e de crepúsculo em simultâneo, estudadas, contudo, sob o conceito de complementaridade.

A referida dualidade surge no debate sobre a natureza da luz e da matéria entre Huygens e Newton no século XVII, sendo entendida em Wave-Particle HyperLightness como a contraparte da dualidade espiritual entre corpo e alma, cujo ponto de união será o simbolismo alquímico e a geometria sagrada, utilizada como base no filme digital HyperLightness ad absurdum descodificando símbolos de fé ocidentais e orientais.

O filme HyperLightness ad absurdum, realizado em 2011, que vai ser mostrado pela primeira vez em Portugal como fundamento desta exposição, foi em 2012 seleção oficial de 26 festivais de cinema, um pouco em todo o mundo, valendo-lhe o prémio de Melhor Filme Experimental nos seguintes festivais: Hollywood Reel Independent Film Festival, USA; Creative Arts Film Festival, USA; Great Lakes Film Festival, Erie, USA; Bridge Fest, Vancouver, Canada. Recebeu também o Best Religious & Spiritual Film, no Directors Circle Short Film Festival, USA. Contou ainda com uma Menção Honrosa no 23rd  New Orleans Film Festival, USA, com o Prémio de Mérito no Lucerne International Film Festival, Switzerland e com o Prémio Revelação no Perth International Film Festival, Australia.

MARGARIDA SARDINHA (Lisboa,1978) é artista e realizadora de filmes experimentais. Durante dez anos estudou e trabalhou em Londres, onde frequentou o curso Fine Art Combined Media, na Central Saint Martins e no Chelsea College of Arts. A sua prática cross-media abrange instalação site-specific, filme experimental e animação, performance, texto, som, fotografia digital, que são por definição trabalhos abstractos e conceptuais geométrico-cinéticos.

O seu principal interesse é a produção de ilusões de óptica sobre o espiritual na arte, utilizando conceitos paralelos dentro da literatura, filosofia, religião comparativa, ciência ou cinema. Procura, através destas percepções, estágios de consciência espirituais/psicológicos e relaciona-os com ciclos de crescimento individual ou universal. A artista re-acede à desconstrução de dogmas de uma posição geométrica-arquetípica, em que a relação entre a imutabilidade e a mutabilidade é constantemente desafiada e revista através de simetria dinâmica.

Geometria arquetípica, simetria dinâmica, simbologia e cor são a base deste trabalho e são explorados num processo semiótico transmutativo de construção, fotografia e animação destes ‘sinais’, que são entendidos enquanto formas impressas/inatas de consciência que nos permitem ver, ouvir e falar de forma estética, lógica, espiritual e política.

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A exposição vai estar patente no Espaço Camões da Livraria Sá da Costa, na Praça Luís de Camões, 22, 4º andar, em Lisboa, de 8 a 29 de junho, de segunda a sexta- feira, das 12 às 19 horas, ou noutro horário mediante marcação prévia para geral@ocupart.pt.

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