"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Ópera

Inestética estreia ópera "O Corvo", a partir de Edgar Allan Poe

Através de uma notável arquitectura poética, que se assemelha a uma composição musical, Edgar Allan Poe criou um universo sombrio, onde um homem enfrenta a perda, o medo, a solidão e o vazio.

10 Dez a20 Dez

Palácio do Sobralinho
Rua da Escola, 2615-675 Sobralinho
Ópera de câmara a partir do poema homónimo de Edgar Allan Poe, com música original de Luis Soldado, encenação de Alexandre Lyra Leite, direcção musical de Rui Pinheiro, figurinos de Rita Álvares Pereira, concepção visual de Rita Leite e Alexandre Lyra Leite, interpretação de Rui Baeta (barítono), Sara Chéu (bailarina), António Correia (acordeão), José Grossinho (electrónica em tempo-real), Ruben Jacinto (clarinete) e Tiago Vila (violoncelo).
 
"A treva enorme fitando, fiquei perdido receando 
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais. 
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita, 
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais 
- Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais. 
Isso só e nada mais."
Excerto do poema "O CORVO" de Edgar Allan Poe, tradução de Fernando Pessoa
 
O carácter dramático e intrinsecamente musical do poema "The Raven/O Corvo", construído a partir de um raciocínio profundamente matemático e traduzido de forma exemplar por Fernando Pessoa, serviu de inspiração e base estrutural para a composição desta ópera de câmara, que explora a forte dimensão visual e sonora de um dos mais extraordinários textos de Allan Poe. 
O espaço cénico é habitado pelo protagonista, três músicos que formam uma pequena orquestra sombria e uma bailarina, cuja presença ambígua simboliza a figura da mulher morta (Leonora), a devastação interior e a própria morte. 
A ópera de câmara "O Corvo" terá edição limitada em CD, no início de 2016.
Este projecto, financiado pela Secretaria de Estado da Cultura / DgArtes e pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, é a terceira colaboração entre o compositor Luís Soldado e o encenador Alexandre Lyra Leite, que apresentaram Serei Eu Fugindo? (2013), ópera para uma viagem de comboio, com libreto de Rui Zink, e Lisboa Muda (2014), filme-concerto para a estação fluvial do Terreiro do Paço, no âmbito das Festas de Lisboa.

TERÇA A SÁBADO, 21:30 / DOMINGOS, 18:00
GPS 38º55’6,00″N 9º1’36,87″W
Bilhete: 10€ / 7,5€ (desconto jovem/sénior)
M/12 anos
Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Passatempo

Ganhe convites para assistir à antestreia de "BUCHA & ESTICA"

Stan Laurel e Oliver Hardy, conhecidos em Portugal como “Bucha & Estica”, são o tema de um novo filme que aborda o complicado fim das carreiras da dupla de comédia mais emblemática do cinema. Em parceria com a PRIS Audiovisuais, oferecemos convites duplos para as antestreias agendadas para dia 27 de fevereiro, em Gaia e Lisboa. Participe!

Visitas
37,761,527