"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Cinema

Tarkovsky, Bergman, Eisenstein em ciclo de Cinema e Filosofia no Teatro Campo Alegre

Ciclo de cinema comentado: “A ideia de Idade Média no cinema: entre filosofia e estética”.

14 Mai a11 Jun

Teatro do Campo Alegre
Rua das Estrelas, 4150-762 Porto


A estética é um aspeto importante do modo como formamos conceções do mundo. Como representamos para nós uma época, modo de vida, sistema de crenças, ou uma sociedade no seu todo, exprime-se, em grande medida, por valorações estéticas, em continuidade com todos os nossos atos valorativos: a que damos maior importância na ideia de uma vida boa, o que temos propensão a descrever como grandioso, fútil, cinzento, anémico ou inspirador, o que se ajusta ou não. Tal como o conceito do estético foi introduzido na linguagem para descrever uma dimensão das nossas vidas a que não é fácil traçar os contornos ou ver dom clareza, a ideia de Idade Média foi introduzida num período histórico específico para descrever cerca de mil anos de história humana no continente europeu, como se esse conceito descrevesse uma só coisa, em continuidade. A arte (e a filosofia da arte) do nosso tempo é herdeira, não só das conquistas desse lato período da história, como dos preconceitos decorrentes da própria ideia de “medieval”. Findos os entusiasmos com uma ideia áurea da antiguidade clássica, uma ideia de idade média e de um regresso a valores desprezados pelas chamadas “Luzes” serviu como material para exprimir ideias novas, quando o particular, o nacional, o mito e o misticismo se substituíram aos ideais de universalidade e um otimismo irrestrito nos poderes da razão humana. O que pretendemos explorar neste ciclo de filmes é precisamente isso: não a reconstrução da realidade histórica medieval, mas o modo como uma ideia de idade média funciona como o veículo ou medium mais ajustado à expressão de uma certa visão estética ou artística, neste caso, na arte cinematográfica.  Vítor M. Anjos Guerreiro

14 maio, 21h, ALEXANDRE NEVSKY, de Serguei Eisenstein (1938)
Comentado por José  Meirinhos

21 maio, 21h, ANDREI RUBLEV, de Andrey Tarkovsky (1966)
Comentado por Una Popovi?

28 maio, 21h, O SÉTIMO SELO, de Ingmar Bergman (1957)
Comentado por Joana Gomes

4 junho, 21h, A FONTE DA VIRGEM, de Ingmar Bergman (1960)
Comentado por Mário Rosas

11 junho, A VINGANÇA DE MICHAEL KOHLHAAS, de Arnaud des Pallières (2013)
Comentado por Vítor Guerreiro

Bilhetes: 5 euros | Tripass + FLUP: 4 euros 
Org.: Instituto de Filosofia, FLUP | Medeia Filmes

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