"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Gabriela Relvas abre a porta e convida o leitor a entrar n’ A Ilha da Formiga

Encontros, reflexões, amor, desapego e obsessões no quotidiano de uma mulher tão delirante e tão próxima de quem a lê.


Gabriela Relvas transformou pensamentos, sentimentos, devaneios e expetativas que formigavam na sua mente em crónicas autobiográficas nas quais partilha com os leitores o seu processo de crescimento pessoal, desde que entrou na casa dos 30. Da reunião desses textos nasce o seu livro de estreia, A Ilha da Formiga, disponível a partir de hoje com a chancela da Coolbooks.

Conhecida dos espetadores televisivos por ter interpretado a jornalista Raquel Sarmento, na telenovela Belmonte, da TVI, dedicou cerca de metade da sua vida ao espetáculo e ao entretenimento. Em 2015, deu espaço à reflexão e resolveu partilhar os episódios e pensamentos do dia a dia no blogue A vida em play, onde publicou alguns dos textos que compõem este volume.

Para Gabriela Relvas, A Ilha da Formiga serviu-lhe e ainda serve como exercício. Aos leitores, a autora deseja que sirva como um compêndio de sabedoria sobre as mulheres, como um espelho de delírio e de normalidade e, sobretudo, como inspiração para uma vida liberta de pressões e obsessões.

A festa de apresentação, que se adivinha tão informal e bem-humorada como as 222 páginas de A Ilha da Formiga é no dia 15 deste mês, a partir das 22:00, na Cafetaria do Parque Ambiental do Buçaquinho, em Cortegaça, Ovar.


SOBRE O LIVRO | A Ilha da Formiga
Deixem-me voltar ao narrador, na tentativa de não me parecer tão eu e ficar mais à vontade para me falar. Talvez por nada particularmente emocionante acontecer, ela conta que aconteça. Então, à mínima oportunidade, elabora. A Ilha da Formiga estava-lhe atravessada! "Um nome cheio de potencial para ser uma vida inteira!"
Uma vida inteira aconteceu-me enquanto escrevia. Juntei um mais um. A Ilha da Formiga, um nome extraído do café das oito da matina, enquanto comia pão de alfarroba com azeite, que mais sabia a chocolate. Noutros cafés, outras coisas. Aconteceu-me a Helena, com a música espanta-merdas perfeita a provocar-me o ouvido. Invadiram-me Bestas, Dias de Glória e de Desapego. E dias em que o amor foi Amoras. O narrador nem sempre foi preciso. Aconteceu com o tempo. O tempo tolda-nos os pensamentos ao mesmo tempo que nos põe nus.
Naquela manhã, o nome Ilha da Formiga vestiu-me. Pôs-me pronta. Talvez dê nome a isto, pensei. Este estado de isolamento com mil pensamentos trabalhadores cheios de fome de voz. Alguns a fazerem-me cócegas, outros a foderem-me o juízo. É que isto de viver vai-nos às emoções.

 

SOBRE A AUTORA | Gabriela Relvas
nasceu no Porto, em 1983. Natural de Esmoriz, licenciou-se em Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e concluiu o ano intensivo de formação de atores da In Impetus, em Lisboa. Aqui fez musicais, teatro, séries televisivas, telefilmes, novelas e abraçou a comunicação como apresentadora. Fez programas dedicados à cultura (Beat Generation, TVI24), entretenimento (Giro, Record TV) e economia (EDP On TV). Com mais de duas mãos cheias de anos a viver na capital, regressou a Esmoriz. No Porto, fez a primeira longa metragem (Sefarad, 2019) e continua a trabalhar como atriz e apresentadora. A Ilha da Formiga é o seu primeiro livro, que começa a ser escrito em 2015, quando cria o blogue A Vida em Play. É daqui que nasce a grande maioria das crónicas autobiográficas que o preenchem e percorrem os anos de 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019.

 

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