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Arqueólogos egípcios encontram coleção de sarcófagos com mais de 4000 anos

Peças encontravam-se a 300 metros da pirâmide do Faraó de Amenemhat II, e permitem perceber melhor as necrópoles reais de Memphis.

Um dos sarcófagos de Dahchur. © DR


Uma equipa de arqueólogos descobriu em Dahchur uma coleção de sarcófagos esculpidos em pedra, barro e madeira com uma série de múmias armazenadas dentro dela, que sobreviveram a quatro milénios.

A nova descoberta estava localizada a cerca de 300 metros da pirâmide do Faraó de Amenemhat II. Durante os trabalhos, a equipa dos arqueólogos resgatou máscaras funerárias e instrumentos utilizados para rochas que datam do período de 712 a 323 aC. Para os cientistas, tal é um sinal de que aquela área foi reutilizada num momento em que os faraós nativos foram dando lugar às cortes monarcas estrangeiras, antecipando o declínio da civilização que cresceu nas margens do Nilo.

"Escolhemos esta área para realizar a escavação porque durante um exame arqueológico em Dahchur, uma coleção de grandes blocos de pedra, bem como fragmentos de granito e calcário como uma indicação da existência de sepulturas foi encontrado", afirmou Mustafa o Waziri, secretário-geral do Supremo Conselho de Antiguidades e diretor do projeto.

A sua equipa promete continuar as escavações naquela área para fazer novas descobertas. Neste momento, encontram-se a trabalhar numa área localizado ao sul da necrópole de Saqqara, a primeira pirâmide, a cerca de 50 quilómetros da cidade do Cairo.

As autoridades egípcias aproveitaram o anúncio desta descoberta para abrir durante este sábado ao público a icónica pirâmide do faraó Sefeneru. O monumento, incluído na lista de património mundial da UNESCO, juntamente com o resto da necrópole real de Memphis, tem permanecido fechado ao mundo desde 1965.

Seneferu, pai de Quéops, é um dos faraós pioneiros na construção das pirâmides. A sua pirâmide foi construída sobre uma base instável e sofreu uma mudança na inclinação. De acordo com a equipa de arqueólogos esta descoberta vem permitir perceber melhor as necrópoles reais de Memphis.


in Diário de Notícias | 14 de julho de 2019
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Diário de Notícias

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