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Teatros

Teatros e artistas numa coleção de biografias do Teatro Português

Foi muito recentemente publicado o oitavo volume da coleção de Biografias do Teatro Português, este dedicado ao ator António Pinheiro, num estudo da autoria de Eugénia Vasques.


Trata-se de um coletivo de biografias de personalidades e entidades ligadas à arte teatral, entre escritores, editoras, empresas e administrações dos próprios Teatros, numa coordenação que envolve entre demais entidades a INCM e os Teatros de Dona Maria II e São João.

Assinalamos aqui esta série de estudos, que referem desde dramaturgos a empresas e edifícios teatrais, atores, encenadores e demais participantes em espetáculos de teatro, numa envolvência que corresponde em si mesma à complexidade da arte e do espetáculo, na perspetiva de quem o faz e onde o faz: repita-se, atores, dramaturgos, edifícios teatrais, críticos, historiadores, zonas urbanas...

E será então oportuno destacar os livros sobre atores e demais participantes diretos no espetáculo, pois a transitoriedade da arte do teatro tenderá a conduzir ao esquecimento.

Precisamente: quem hoje se lembrará do ator António Pinheiro (1867-1943). E no entanto, a sua carreira foi determinante na época, mas sobretudo na renovação e modernização da arte do espetáculo.

O livro sobre António Pinheiro, da autoria de Eugénia Vasques, contem assim uma abordagem global do que foi na época a renovação do teatro em Portugal. E como referem Maria João Brilhante e Ana Isabel Vasconcelos, no texto introdutório, a sua atividade artística e profissional muito contribuiu para a renovação do teatro-espetáculo português.

E também no que concerne a edifícios de teatro. Sem pretender ser aqui exaustivo, sempre citaremos, no estudo, referências a teatros, muitos deles hoje desaparecidos e esquecidos, mas que tiveram durante dezenas de anos uma relevância assinalável. E como tal muitos deles já aqui antes referidos. E essa enumeração abrange também agora não só edifícios como por vezes companhias e/ou movimentos de expressão teatral.

Cita-se pois, no livro em análise:

Teatro do Príncipe Real; Teatro do Ginásio; Teatro Livre e Teatro Moderno; Teatro Novo instalado no Tivoli; Teatro Juvénia no Parque Mayer; Teatro Castilho; Teatro Ginásio; Teatro do Príncipe Real; Teatro D. Afonso; Teatro da Rua dos Condes; Teatro D.Maria II; Teatro São Luis; Teatro da Trindade; Teatro São Luis; Teatro Avenida; Teatro da Politécnica; Conservatório de Lisboa; Teatro António Pinheiro...

E tantos mais, que aqui temos citado e iremos citando, em releituras deste notável estudo: até porque transcreve numerosos textos e documentos que ilustram bem o que foi a expansão do teatro e dos Teatros neste período – e por vezes até hoje!

(cfr. Eugénia Vasques “António Pinheiro” prefácio de Maria João Brilhante e Ana Isabel Vasconcelos in “Biografias do Teatro Português” nº 8 -  INCM 2019). 

Duarte Ivo Cruz

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