"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

As vozes de Orlando "congelam" o palco do Teatro Carlos Alberto

A Grande Vaga de Frio conta com dramaturgia de Luísa Costa Gomes, direção e conceção de Carlos Pimenta e interpretação de Emília Silvestre.

19 Abr a29 Abr

Teatro Carlos Alberto
Rua das Oliveiras, 43, Porto
Preço
10.00€


A personagem Orlando, da escritora britânica Virginia Woolf, regressa ao palco do Teatro Carlos Alberto (TeCA) alguns meses após o êxito de uma primeira temporada em Lisboa e no Porto. A Grande Vaga de Frio é um monólogo constituído por várias vozes que falam através da mesma personagem, interpretada por Emília Silvestre. Com dramaturgia de Luísa Costa Gomes e direção de Carlos Pimenta, o espetáculo propõe uma reflexão crua e dura de temas como a diferença de género e o papel das mulheres na sociedade, estando em cena de 19 a 29 de abril.

Orlando é uma figura camaleónica que, apesar de não ter dúvidas sobre o sexo a que pertence, também não pode ter certezas. O jovem nobre do século XVI percorre três séculos, culminando como escritora na própria época de Virginia Woolf. A Grande Vaga de Frio relata o último capítulo da obra Orlando – que tem sofrido inúmeras leituras e interpretações desde a sua publicação em 1928 – e por isso mesmo pode-se afirmar que o espetáculo começa onde o romance da dramaturga britânica acaba.

O título da peça remonta a um momento importante do livro que lhe deu origem, inspirado numa grande vaga de frio que ocorreu no início do século XVII. O episódio que a obra procura relatar dá conta do congelamento “metafórico” da sociedade da época, em que “marido e mulher são como que soldados um para o outro, em que prevalecem os valores burgueses da estabilidade e da solidez”. Assim, a personagem Orlando, através da mudança caprichosa de sexo e identidade, é capaz de retratar social e culturalmente as várias épocas da história de Inglaterra. Como a própria Luísa Costa Gomes defende: “a congelação é apenas um instante no tempo que faz as vezes da identidade. É uma coisa que nos protege, nos configura e nos permite pensar”.

A mais longa e encantatória das cartas de amor à literatura, como expressão do amor à liberdade do palco, é uma coprodução Ensemble – Sociedade de Actores, Centro Cultural de Belém e Teatro Nacional São João. O espetáculo tem figurinos de Bernardo Monteiro, vídeo de João Pedro Fonseca e música de Ricardo Pinto. Sobe ao palco à quarta-feira e sábado, às 19h00; à quinta e sexta-feira, às 21h00; e ao domingo, às 16h00. 

Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Passatempo

Ganhe convites para o festival Curtas Vila do Conde

Temos o prazer de oferecer convites duplos para sessões da Competição Nacional, a qual reune o melhor do cinema português produzido em 2017 e 2018 em matéria de curta-metragem. Participe e... habilite-se a ser um dos felizes contemplados!

Visitas
34,401,672