"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

Uma guerra a sós: Magma estreia-se no palco do Teatro Carlos Alberto

Criação de Flávio Rodrigues – que também assume a interpretação – é como um combate niilista e uma caminhada solitária.

15 Fev a17 Fev

Teatro Carlos Alberto
Rua das Oliveiras, 43, 4050-449 Porto


Falência da utopia: o último filho do sonho e da esperança sucede-se à figura do big brother, onde o punk é visto como cultura e a anarquia como ideologia. É assim que Flávio Rodrigues se apresenta em palco na sua mais recente criação que agora se estreia de forma absoluta no Teatro Carlos Alberto (TeCA), no Porto. Magma – No Limite da Selvajaria continua o diálogo que o criador tem estabelecido com a dança, performance e som, abordando as fronteiras do corpo, identidade e género.Está em cena entre 15 e 17 de fevereiro.

Magma – No Limite da Selvajaria põe em cena uma reflexão centrada no “eu” – embora projetada sobre o “outro” global –, assumindo-se como uma caminhada solitária carregada de memórias, metáforas, medo, silêncio, dor, coragem, amor, desistência e resistência. Uma guerra a sós e uma narrativa poética como ato revolucionário que transporta em si os paradoxos da existência: a violência e o poder que colapsam na solidão e no silêncio. Neste solo, “situar”, “permanecer” e “mapear” são os motes exploratórios de uma imaginação que se sustenta no vazio e na impotência.

Diz Flávio Rodrigues: “Bem-vindos à guerra niilista. Consciente. Primária. Parente direta da zona mais escura da tecnologia. E no decorrer da guerra está patente um outro medo: que a natureza decida dar de si e nos entregue de mão livre a nunca esperada catástrofe ecológica”. Magma – No Limite da Selvajaria é uma coprodução Teatro Nacional São João com o apoio da Associação Útero. O espetáculo é para maiores de seis anos e pode ser visto na quinta e sexta-feira, às 21h00, e no sábado, às 19h00. O preço dos bilhetes é de 10 euros. Após a estreia no TeCA, a performance será também apresentada no Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) no dia 20 de fevereiro.

Flávio Rodrigues: de Portugal para o Mundo

Flávio Rodrigues tem vindo a consolidar o seu percurso no panorama artístico. Depois de ter concluído o curso de dança no Balleteatro e o programa Dance Works em Roterdão, tornou-se bolseiro do Núcleo de Experimentação Coreográfica e frequentou o curso de Intervenção Pública e Criação de Obras Site-specific na Universidade Lusófona. Em 2012, participa nos encontros Les Réperages/Danse à Lille e integra, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a residência coreográfica Correios em Movimento/Dança em Trânsito, no Rio de Janeiro.

O criador, desde 2006, desenvolve os seus projetos pessoais (performances, filmes, instalações, paisagens sonoras e intervenções públicas), tendo feito apresentações em festivais e galerias de arte de países como Áustria, Espanha, Moldávia ou Bélgica. Em 2009, apresenta um projeto no Serralves em Festa. Flávio Rodrigues já colaborou (como intérprete, músico ou figurinista) em espetáculos de artistas como Né Barros, Isabel Barros, Joclécio Azevedo, Vítor Rua ou Tânia Carvalho. Foi intérprete da companhia Ballet Contemporâneo do Norte entre 2009 e 2014 e é coprogramador do Festival Corpo+cidade. 

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