"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

Companhia argentina Vera Vera Teatro regressa a Portugal

Conhecida do público português pela sua passagem pelo Festival de Almada em 2016, a companhia argentina Vera Vera Teatro regressa a Portugal a convite do Teatro do Bairro para apresentar o monólogo "Trópico do Mar da Prata".  

16 Nov a19 Nov

Teatro do Bairro
R. Luz Soriano 63, 1200 Lisboa

“Trópico do Mar da Prata” fala-nos de uma mulher originária da província argentina, que se vê em Buenos Aires na circunstância de ter de vender o seu corpo para sobreviver. O intermediário na relação com os clientes é Guzmán, o homem que ela ama e que também a espanca. Aimé recebe os convidados do "Baile da Máscaras", uma espécie de orgia organizada por Guzmán. Deve estar disfarçada segundo as indicações dele: o que vestir, como usar o cabelo e até o tom da pele. "É por amor que o faço", diz Aimé a Guzmán.

Contar a história desta relação é explorar os limites insondáveis do poder, é narrar como um corpo pode ser devorado por uma voz, até aos ossos, sobre como um disfarce pode incrustar-se no corpo até se tornar pele. "Trópico do Mar da Prata" é um baile de máscaras regado a cerveja e cocaína.
 A atriz Laura Nevole, que interpreta este monólogo, foi nomeada para Melhor Atriz nos Prémios Teatro del Mundo (Buenos Aires), em 2014 e 2015.

Dramaturgia e encenacão: Rubén Sabadini
Interpretação: Laura Nevole
Luz: Alejandro Le Roux
Assistência de encenação: Pablo Ragoni
Som: Nicolás Bari, Matias Niebur
Figurinos: Jam Monti
Produção: Vera Vera Teatro
60’; M/16

Algumas críticas:

“Trópico do Mar da Prata é um tornado que arrasa. Com tudo. Com a perceção do tempo que passa e do espaço que é aquilo que é. Pura velocidade. E esse ritmo vertiginoso com que se encadeiam as palavras, pára o tempo e transforma o espaço.” Verónica Escalante em Leedor

“É louvável como Sabadini retrata o tema do tráfico humano com doses iguais de crueldade e inocência.” Daniel Gaguine, em El caleidoscopio de Lucy

“São raras as vezes que temos a sorte de nos encontrarmos com um teatro que nos morde completamente, sem pedir permissão. Teatro que absorve, que nos escuta e nos perdoa (ou nos condena) a vida, cuspindo-nos novamente no mundo.” Alejandro Dramis em Revista Ruleta China

“Laura Nevole, sob a direção de Sabadini, realiza uma performance impecável dando vida não só a Aimé, mas também a Ruliento e aos mascarados, com uma interpretação de tal força que é impossível negar a presença destes personagens, mesmo sendo eles apenas fruto do relato de Aimé.” Florence Kobelt em Revista Arte Críticas
 
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