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Exposições

Paulo Azenha, a criação à flor da pele | o ADN de um itinerário

Afinal, o ADN também se pode construir … 40 anos após a sua abertura ao público, o Museu Nacional do Traje não só construiu o seu ADN e a sua identidade, como viu a moda portuguesa ganhar uma força e uma identidade muito própria e a indústria do têxtil e vestuário ser também ela uma referência nacional.

10 Out a23 Dez

Museu Nacional do Traje
Largo Júlio de Castilho Lumiar - 1600-483 Lisboa

 

A programação deste triénio - em que passaram 40 anos da aquisição desta propriedade, da fundação deste Museu e, por fim, da sua abertura ao público - procurou refletir esse nosso ADN, desde logo com Coleção Anadia | traje e acessórios em que reconhecemos a motivação e identidade fundadoras. Em Peças em Peças | do trajar e do figurar, ao expormos par a par o trabalho de figurinistas e criadores de moda, trouxemos novas leituras perspetivas para a construção do nosso ADN. Com 2 em 1|Jovens e Criadores em exposição expusemo-nos ao ADN do futuro da moda portuguesa e do vestir em Portugal.

Paulo Azenha está no nosso ADN, o do passado e o do futuro: traz-nos a memória de uma exposição em 2001, quando nos mostrou de que eram feitas as linhas mestras da sua criação e retorna agora, após um itinerário desde miúdo na moda e acessórios, itinerário esse que se inscreve primeiramente num espaço que foi de Santarém a Lisboa e agora decorre em Paris.

É ao longo deste itinerário, feito de tempos e de lugares, que o seu ADNcresceu porque o Paulo o foi construindo também, com o rigor e a determinação que lhe (re)conhecemos e com o sonho que seguiu e segue sempre, agora colocando em suspenso caminhos e percorrendo outros.

Quarenta anos após a abertura ao público do Museu Nacional do Traje, vinte anos após a afirmação do seu atelier com uma nova área dedicada à imagem, Paulo Azenha oferece-nos um olhar singular sobre o seu itinerário no mundo da moda e dos acessórios, olhar esse onde a arte mora sempre. 

Clara Vaz Pinto

Diretora do Museu Nacional do Traje

NOTA BIOGRÁFICA

Paulo Azenha nasceu em Santarém em 1971. Termina o curso de moda no IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing) em 1994. Ainda estudante, apresenta a sua coleção Outono/Inverno 1993/1994 na Moda Lisboa.

Foi também ilustrador nas revistas Coleções, Marie Claire e Elle, editor de moda da revista Notícias Ilustrada e responsável durante vários anos pela área de etiqueta, boas maneiras e preparação de entrevista das concorrentes a Miss Portugal, tendo sido em 1999 responsável pelo seu guarda-roupa.

A sua criação para noivas mereceu em 1998 o Prémio Excelência da ExpoNoivos 98/99 por votação dos visitantes desta feira temática.

Entre 2000 e 2001, foi responsável pelo guarda-roupa de várias séries televisivas, novelas, teatros e bailados e foi convidado para vestir várias personalidades públicas portuguesas tendo também criado a imagem de lançamento da linha de bijuteria da Swatch. Entre 1996 e 2008 tem o seu atelier e loja, em Lisboa.

As coleções apresentadas tiveram como inspiração a pintura de Matisse, Picasso e Pollock, a banda sonora do filme África Minha, a literatura de William Shakespeare com Sonho de uma Noite de Verão e o cinema com Música no Coração, entre outros…

Em 2006, a sua marca é comprada pelo grupo Penhalta/Pronovias Espanha. Ao mesmo tempo que desenha as coleções de pronto-a-vestir desenvolve, em paralelo e com total liberdade criativa, as coleções noiva Penhalta Fiesta como criador de moda da marca espanhola, mas somente para o mercado nacional.

Fecha o seu atelier em 2008 e parte para Paris onde começa a trabalhar no departamento de acessórios femininos da Casa Chanel. Realiza no decorrer da sua estadia várias exposições e, em 2013, cria a marca de calçado feminino Hep’y dedicada ao modelo ballerine.

Em outubro de 2017, o Museu Nacional do Traje inaugura a exposição temporária Paulo Azenha e moda | a criação à flor da pele. O ADN de um itinerário.

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