"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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NOCTURNO - Joana Gama & Victor Hugo Pontes

Diferentes sons e experiências, com ou sem estrelas, mas sempre sob o mesmo céu escuro.

9 Dez a11 Dez

Teatro Aveirense
Rua Belém do Pará, 3810-066 Aveiro

Portugal

Na imaginação das crianças, a noite é talvez o primeiro dos grandes mistérios. As sombras, o escuro, o silêncio, os barulhos da rua e os movimentos na casa propiciam pensamentos fantasiosos, muitos medos, algum fascínio. O universo infantil é ocupado pela ideia da noite como sinónimo do desconhecido, por um lado, e como possibilidade infinita, por outro. Terrores nocturnos, monstros de-baixo da cama, chuva forte que não deixa dormir, mas também sonhos alegres, histórias para adormecer, canções de embalar, mimos de boa noite, a luz da lua.

A noite é por definição um lugar fantasioso, e assim continua na idade adulta, associada à solidão, à insónia, ao desvio, mas também à intimidade e ao recolhimento. E por tudo isto a noite está ancestralmente ligada a um certo universo artístico,situado entre a melancolia e a transgressão.

Nocturno tem música original de João Godinho, na qual o piano é usado não apenas como instrumento melódico, mas também como veículo de sons ora encantatórios, ora aterradores. O nocturno enquanto género musical - pequena peça para piano, emblemática do período romântico e de carácter melancólico - serve naturalmente de inspiração. É assim estabelecida a ponte entre o mundo das artes e o mundo das crianças, dois universos em que a noite nunca deixou de ser simbólica, porque nunca deixou de representar a fronteira em o que vemos e o que não vemos, entre o que imaginamos, o que sonhamos e o que tememos.

Nocturno inspirar-se-á em muitas noites possíveis – na aldeia e na cidade, ao relento e em abrigos improváveis, de baixo dos cobertores no Círculo Polar Árctico, dentro de água nas Caraíbas, na camarata de uma casa grande, no beliche de um pequeno apartamento. Diferentes sons e experiências, com ou sem estrelas, mas sempre sob o mesmo céu escuro.

Co-criação | Joana Gama e Victor Hugo Pontes Direção e Cenografia | Victor Hugo Pontes Interpretação | Joana Gama, João Santiago e Victor Hugo Pontes Composição Musical | João Godinho Desenho de Luz e Direção Técnica | Wilma Moutinho Sonoplastia | Suse Ribeiro e João Godinho Desenho de Som | Suse Ribeiro Operação de som | João Monteiro Maquinaria de cena | Filipe Silva Adereços (aranhas) | Emanuel Santos Direção de Produção | Joana Ventura Assistência de Produção | Mariana Lourenço Apoio à Residência | Centro Cultural Vila Flor Co-produção | Nome Próprio, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto Campo Alegre.Rivoli e CCB / Fábrica das Artes.
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