"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Música

Solistas da Metropolitana na SPA

Serão interpretadas obras de S. Azevedo, W. A. Mozart e S. Prokofiev.

18 Out   |  18h30

Sociedade Portuguesa de Autores
Av. Duque de Loulé, 31, 1069-153 Lisboa
Preço
Entrada livre

S. Azevedo
 Quinteto para Oboé, Clarinete, Violino, Viola e Contrabaixo
W. A. Mozart Duo de Cordas N.º 1, KV 423
S. Prokofiev Quinteto, Op. 39

Sally Dean (Oboé), Nuno Silva (Clarinete), Diana Tzonkova (Violino), Sérgio Sousa (Viola), Ercole de Conca (Contrabaixo)

Quando os compositores se lançam numa nova criação, têm a natural expectativa de que esta seja tocada muitas vezes. Por isso, e para lá dos propósitos artísticos, a escolha dos instrumentos é uma condicionante de relevo, e nunca resulta do acaso. Por isso existe tanto repertório para Quarteto de Cordas, uma formação solidamente instituída. Outras vezes, os constrangimentos logísticos assumem contornos inesperados, como aconteceu nos casos das três obras deste programa, logrando todas elas resultados surpreendentes. A combinação do violino com a viola d’arco não é invulgar, mas Mozart não teria pensado nela, não fosse a necessidade de em 1783 acorrer em auxílio de Michael Haydn, que por motivos de doença arriscava não satisfazer uma encomenda do Arcebispo Colloredo. Rara é a formação que junta o oboé, o clarinete, o violino, a viola e o contrabaixo. Formava-se assim o quinteto de músicos que em 1924 estava disponível para levar à cena, em Paris, um bailado que retratava a vida dos artistas de circo. Prokofiev acedeu, e publicou mais tarde seis desses números em separado, no seu Op. 39. Já em 2003, foi Sérgio Azevedo quem aceitou o desafio que lhe foi lançado para escrever para os mesmos instrumentos, de maneira a complementar num programa aquela obra do compositor russo.
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