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MUSEU ALBERTO SAMPAIO

Um Museu aberto à noite todos os dias (excepto 2.ª feira), nos meses de Julho e Agosto. O único museu nacional que desde 2001 abre as suas portas ao público todos os dias, durante o período nocturno, nos meses de Julho e Agosto, entre as 10h e as 24 horas

Um Museu aberto à noite todos os dias (excepto 2.ª feira), nos meses de Julho e Agosto

O Museu de Alberto Sampaio é o único museu nacional que desde 2001 abre as suas portas ao público todos os dias, durante o período nocturno, nos meses de Julho e Agosto, entre as 10h e as 24 horas (excepto segunda-feira).

Este ano verificou-se um aumento significativo de visitantes ao museu, mais 33% do que em igual período do ano transacto (5682 visitantes em Julho de 2007, contra 7685 visitantes em Julho de 2008).

Também se verificou um acréscimo no número de visitantes nacionais e estrangeiros no período nocturno o que vem comprovar que se justifica a abertura do Museu à noite.

Para além de poder visitar toda a exposição permanente do Museu o visitante pode também deleitar-se com uma exposição temporária de fotografia contemporânea – «Modos de Vida», de Manuel Correia, Nesta exposição expõem-se fotografias de «pessoas com profissões (modos de vida)», entre as quais alguns nomes conhecidos do grande público – Ana Bustorf (actriz); João Garcia (alpinista); Gonçalo Ribeiro Teles (Arquitecto); Naíde Gomes (Atleta); Olga Roriz (coreógrafa); Nuno Baltazar (Designer de moda); Lídia Jorge (Escritora); Mariza (Fadista); Júlio Machado Vaz (Mèdico Psiquiatra); Ródrigo Leão (Músico).

Há também a presença de vimaranenses na exposição: Pedro Nunes (cozinheiro); Gaspar Pinto Carreira (ferreiro); Inês Freitas (Guarda de Museu); Manuel Alberto T. de Abreu (comerciante).

Vale a pena vir a Guimarães durante o mês de Agosto e visitar o museu à noite. Não se esqueça o escritor José Saramago diz que este é um dos mais belos museus que conhece (in «Viagem a Portugal»).


Exposição: Modos de vida, fotografia de Manuel Correia
Data: 4 de Julho a 31 de Agosto de 2008
Horário: 10 h às 24 horas (excepto segunda-feira)

Entrada: Entre as 10h e as 18 h (entrada pela porta principal) – 3 €; Entre as 18 h e as 24 horas (entrada pelo Largo da Oliveira) – 1,50 €

Agarrando, olhando, correndo, saltando, em pausa…, mexendo, agitando, lendo, esgrimindo, fazendo, carregando, cantando, moldando, sorrindo, olhando, escrevendo, mercando, pintando, perscrutando…
São modos de vida…
São pessoas. Pessoas com profissões, pessoas com emoções.
São corpos. Corpos presos pela fotografia. Corpos completos e corpos truncados. Corpos em pausa e corpos em movimento, mas estáticos….
São gestos. Gestos serenos, agitados, fortes, pausados, pensados, irreflectidos, sabidos, repetidos até à exaustão…
São rostos. E que rostos! Compenetrados, emocionados, impenetráveis, agitados, pacíficos, invisíveis, trágicos, sorridentes…
São olhares. Olhares que nos entram na alma e nos agitam ou nos pacificam. Olhares que nos levam a tentar penetrar dentro da imagem, dentro da pessoa retratada na imagem…
A fotografia tem esse condão. O de nos obrigar a ir sempre mais além do que a fotografia mostra. A tentar «ler» o que vai naquele rosto ou naqueles gestos. Perceber o que os olhos não «dizem», mas deixam adivinhar… Tentar agarrar os sentimentos do retratado. Captar-lhes as dores ou as alegrias. Ver neles o que somos ou o que não somos…
Por trás do retratado está indubitavelmente o olhar do fotógrafo. É, seguramente, um «olhar» pessoal que condiciona o que olhamos. O que nos é dado ver no retratado já vem «escolhido», já foi condicionado pelo seu olhar. A nossa leitura é feita pelo prisma do fotógrafo que captou a realidade do fotografado e a «prendeu» ali, naquela pose, naquele momento único e irrepetível, transmitindo-nos, ou pelo menos tentando transmitir-nos, o que «leu» no retratado…
Mas, também é verdade que o fotógrafo, neste caso o Manuel Correia, nos «ajuda» a compreender o retratado, a captar o que de «essencial» lhe vai no corpo e na alma. O «olhar» fotográfico dos retratos de Manuel Correia consegue agitar-nos, obrigar-nos a pensar, a sentir emoções diversas, tão diversas…
O que tem de espantoso a fotografia (como outras artes) é que só faz sentido, ou só terá «utilidade», se do lá de cá houver quem a olhe e sobre ela se debruce. A fotografia existe porque precisamos dela. Porque nos permite captar o que nos rodeia e nos permite conhecer e reflectir, mesmo que por vezes irreflectidamente…, sobre o que está ao nosso alcance, aqui ao pé de nós, ou sobre realidades, ou melhor pedaços de realidades, próximas ou longínquas, que podemos ou não conhecer, mas que fazem parte deste mundo global que habitamos…
São momentos de ontem, sempre de ontem, que se mantêm hoje e no futuro, apenas, e só, porque foram captados fotograficamente…
Como nós humanos gostaríamos de ter esse dom de guardar/re-vivendo a nosso bel-prazer momentos vividos. Podermos re-entrar de novo – de corpo, alma e sentimentos – nesses momentos passados. Sentirmos na carne, no mais fundo do que somos, o re-nascimento de um filho, um re-acendido momento de juvenil amor, o re-encontro com aquele que perdemos, para sempre levado pelos caminhos da morte…
A fotografia traz para o dia de hoje, e perpetua no dia de amanhã, momentos já vividos. Faz renascer o passado e re-envia-nos «fragmentos» antes experimentados, por nós ou pelos outros.
A fotografia é magia pura, consegue trazer até nós o Passado. Os fotógrafos são magos sensíveis, seres superiores que captam sensações/sentimentos e têm prazer em no-los oferecer, sejam eles bons ou maus… Não lhe parece?

Curriculum do fotógrafo Manuel Correia

Nasceu em Caldelas, em 27 de Setembro de 1966. Vive em Braga mas faz do país e do estrangeiro o seu local de trabalho.
Desde 1986 que se dedica exclusivamente à fotografia, em áreas que contemplam a reportagem de viagem, a fotografia de arquitectura e a fotografia institucional.
Desde 1995 é fotógrafo residente da Companhia de Teatro de Braga.
As suas fotografias deram origem a várias exposições, de que retemos: «20 anos da Companhia de Teatro de Braga: exposição de fotografia», Braga, 2000; «Mulheres entre a Terra e o Mar: exposição de fotografia», Esposende, Museu d’Arte, 2004, e Porto, Centro de Regional de Artes Tradicionais, 2005; «Tecnologia com Arte», Guimarães, Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães, 2008.
Nos últimos anos tem-se dedicado com mais acuidade à fotografia de Arte e Património tendo desse trabalho resultado um conjunto significativo de publicações nas quais as suas fotos têm uma presença relevante.
O seu último trabalho, patente na exposição «Modos de vida», pretende «olhar» e dar a «olhar» profissões dos nossos dias. Nela o autor retrata fotograficamente o homem e a mulher envolvidos no seu ambiente de trabalho, sem estudo de luzes, sem grandes artifícios, simplesmente eles e o seu modo de vida. São fotografias a preto e branco ou a cores.

Obras onde constam as suas fotografias:

· Tecnologia com Arte = technology with art.
Guimarães: Universidade do Minho, 2008;

· Mestre ourives de Guimarães: séculos XVIII e XIX = Masters silversmiths of Guimarães.
Porto: Campo das Letras; Museu de Alberto Sampaio, 2007.

· O Eterno Feminino: Emoção e Razão: a Mulher na Arte Africana.
Esposende: Museu d’Arte, 2007.

· Miguel Ventura Terra: a Arquitectura enquanto projecto de vida.
Esposende: Museu Municipal de Esposende, 2006.

· Bordado de Guimarães: renovar a tradição = Guimarães embroidery: a tradition renewed.
Porto: Campo das Letras, 2006.

· Meninos Gordos: faiança portuguesa.
Porto: Civilização Editora, 2005.

· Meninos Gordos: contar uma história através da faiança.
Guimarães: Museu de Alberto Sampaio; Museu da Olaria; Museu d’Arte, 2005.

· Mulheres: entre a Terra e o Mar.
Esposende: Museu d’Arte, 2004.

· Nossa da Madre de Deus de Guimarães: Alfaias.
Porto: Civilização Editora, 2004.

· 5 Séculos de Evangelização e Encontro de Culturas.
Braga: Diocese de Braga, 2000.


Para mais informações, contactar:
Museu de Alberto Sampaio
Rua Alfredo Guimarães . 4810-251 Guimarães
Tel: 253 423 910 . Fax: 253 423 919
E-mail: masampaio@ipmuseus.pt

 

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