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Évora convida: "Lá Fora" é que se está bem

Música, dança e atividades para toda a família. Há programas para todos nos quatro dias do Festival Lá Fora, que decorre de 7 a 10 de junho.

Foto: FEA


Para quem conhece é um reencontro, para quem chega pela primeira vez é um começo. A 5.ª edição do Lá Fora – Festival Internacional de Artes Performativas abre portas esta quinta-feira, dia 7, com uma desafiante programação que promete animar a cidade de Évora.

Organizado pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA), o evento conta, este ano, com a direção artística de José Alberto Ferreira. “É um festival com traços de continuidade e traços de diferença”, afiança o responsável à Renascença. Mais que isso, é, sobretudo, “um festival aberto à cidade, ao convite, ao desafio, ao prazer da festa, à partilha da criação artística e à fruição dos espaços da fundação”.

A dança, performance, música e multimédia são componentes de uma viva e ativa programação que preenche quatro dias e que convoca diferentes públicos a explorarem os vários espaços patrimoniais da FEA, cada um representativo da cidade que é Património da Humanidade.

José Alberto Ferreira espera que “o festival seja um convite à vivência dos nossos espaços, numa grande celebração das artes, sublinhando a semântica da abertura” e promovendo a “envolvência entre o público e os artistas locais e internacionais”. Para o diretor artístico, o evento "é mais um contributo para a rica programação cultural de uma cidade” que tem a ambição de ser “candidata a Capital Europeia da Cultura”.

Sequin a abrir, Dead Combo a fechar

Na inauguração, esta quinta-feira à noite, uma primeira proposta de carácter performativo. O Páteo de São Miguel apresenta “O flautista”, dos catalães Llobet & Lons, com o músico Carlos Bechegas a colocar a sua flauta “ao serviço do público, lendo, como se fosse numa pauta, mensagens dos espectadores transformadas em código Morse”, explica José Alberto Ferreira.

Segue-se o projeto Sequin e a eborense Ana Miró a apresentar as suas mais recentes músicas, com o seu terceiro disco, Born Backwards, acabado de lançar.

Na sexta-feira, dia 8, ao fim da tarde, há performances coreográficas com a Companhia Instável, do Porto, no Centro de Arte e Cultura (CAC) da FEA. À noite, atuam a Orquestra de Jazz de Évora (OJE) e os lisboetas Cais Sodré Funk Connection.

O dia 9, sábado, dá vez e voz ao violoncelo e “à música serena e secreta” de Joana Gomes.

Seguem-se as inglesas Reckless Sleepers com uma coreografia “A String Section”, pensada pela belga Leen Dewilde. “É a cereja no topo do bolo”, considera o diretor artístico, falando de um espetáculo “imperdível e muito poderoso, só com mulheres, que vai divertir mas, também, fazer-nos pensar”.

A noite de sábado inclui ainda, no Pátio das Colunas do CAC, o concerto multimédia “Quando as sereias são pássaros”, um projeto de António Bexiga e Cristina Viana desenvolvido no âmbito do serviço educativo da FEA.

Depois, o Festival Lá Fora cruza-se com o EA Live Évora, que tem início no dia 9, com os concertos de Lince (Sofia Ribeiro) e dos Dead Combo (Pedro Gonçalves e Tó Trips) que, com álbum novo em 2018, se apresentam ao público eborense em quinteto, uma formação menos habitual.

Já na reta final, a manhã de domingo, dia 10, convida a sair mais cedo da cama para não perder o encerramento deste festival internacional. “Projeto Migratório” é o espetáculo de encerramento trazido por Catarina Garcia e Sofia Aires, a apresentar frente ao CAC e junto ao Templo Romano. Decorrerá por “quatro vezes e repete em loop, a cada meia hora, a partir das onze horas da manhã”.

Todos os espetáculos estão pensados para se realizarem ao ar livre, fazendo jus à expressão que dá nome ao evento - “Lá Fora”. Assim o estado do tempo ajude na concretização deste festival que promove a arte contemporânea e a música.


por Rosário Silva in Rádio Renascença | 6 de junho de 2018
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

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