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Tiago Madaleno vence Prémio Novo Banco 2017

Projeto foi selecionado entre quatro finalistas. Em outubro será apresentado numa exposição individual em Serralves.


Tiago Madaleno venceu o Prémio Novo Banco Revelação 2017 e vai receber uma bolsa de produção para apresentar, em outubro, uma exposição individual no Museu de Serralves, anunciou ontem a fundação. Clepsidra, assim se chama a instalação que propôs ao júri, "passa pela relação da fotografia com outros meios, questionando a forma como o corpo do próprio fotógrafo pode estar implícito na imagem", explica ao DN o jovem artista, de 25 anos, natural de Vila Nova de Gaia.

"Este projeto faz parte de uma narrativa maior que tenho vindo a desenvolver desde o último ano da licenciatura [2014]", explica. Ora, esse início "passou pelo desenvolvimento de uma máquina de semear luz, um dispositivo de alguma forma relacionado com a passagem do tempo, um pouco como a clepsidra. A partir daí comecei a pensar na forma como o objeto através da mudança de contexto também muda. E mais do que a materialização do objeto, o que me interessa são as fases de transformação do objeto, neste caso a máquina de semear luz. E comecei a construir uma narrativa em cinco fases", conta. A primeira dessas fases, explica, "foi uma invasão de uma casa de banho da Faculdade de Belas-Artes do Porto por 49 marinheiros durante a qual uma imagem era lançada pelo lavatório até ao mar. Com esse excesso de pessoas não era possível todos verem o evento, criando-se a partir daí uma série de especulações sobre o que é a máquina de semear luz". Ao júri do prémio, Tiago Madaleno, que se licenciou em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto em 2014 tendo entre 2014 e 1026 realizado um mestrado em Pintura na mesma faculdade, propôs o segundo episódio dessa narrativa, em que "a tensão entre forma e informa introduz um elemento desviante".

Aqui, a máquina de semear luz transforma-se numa máquina que produz energia a cada passo dado pela personagem da narrativa que a transporta às costas, iluminando uma lâmpada LED, como se pode ver na fotografia. Uma personagem que inicia uma viagem pelo Porto, perseguindo uma imagem, uma busca que poderá ser acompanhada em outubro durante a exposição individual de Tiago Madaleno na Fundação de Serralves.

Aqui chegados, percebem-se melhor as palavras do júri, presidido pelo diretor adjunto do Museu de Serralves, João Ribas, quando, em comunicado, diz que com o projeto que apresentou o artista "propõe-se refletir sobre a relação entre a fotografia e a temporalidade, invocando a presença do corpo no processo de produção das imagens".

O trabalho de Tiago Madaleno foi escolhido entre outros três finalistas - Ana Barata Martins, Diogo Bolota e Henrique Loja -, cujas propostas serão também tornadas públicas num catálogo que será publicado "em breve", refere a Fundação de Serralves.

O Prémio Novo Banco Revelação é uma iniciativa desta instituição bancária, em parceria com a Fundação de Serralves, que já distinguiu 39 artistas e tem como objetivo incentivar a produção e a criação artística de jovens talentos portugueses, até aos 30 anos.


por Marina Marques, in Diário de Notícias | 12 de julho de 2017

Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Diário de Notícias

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